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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Dia do Motociclista 2009 - Faro


Não sou grande apologista das actuais comemorações do dia do motociclista com um carácter tão marcadamente ligado á igreja católica, penso que a federação não deveria ter crença, e as comemorações deveriam ser mais despegadas da missa em que se tornou.

Mas este ano (acho que pela 4ª vez!) lá vou, muito mais pela viagem, pelo convívio, pelo simbolismo, e civismo que vejo na estrada por esses dias, do que pela cerimónia em si.

Quem quiser juntar-se ao Moto Clube Moura na deslocação é só entrar em contacto com a direcção para saber mais pormenores. Partida – 8:30h de Domingo na sede, almoço na casa do Alentejo em Albufeira.

PROGRAMA:

Sábado, dia 18

Dia anterior ao das celebrações do 'Dia Nacional do Motociclista', o Moto Clube de Faro está a preparar uma recepção a todos os Motociclistas que já nesse dia estejam em Faro; assim, pelas 21h30mn parte do centro de Faro, do Largo da Marina, uma caravana de motos com tochas que irão depositar uma coroa de flores, em homenagem a todos aqueles motociclistas que já não andam na estrada, junto do monumento aos motociclistas situado á entrada de Faro.
A partir das 22h também no Largo da Marina terá início um programa de alguma música ao vivo.
Durante todo o fim-de-semana, a Câmara Municipal de Faro vai ter aberto aos motociclistas o Museu Municipal de Faro, onde os interessados podem descobrir o rico passado histórico desta cidade.

Domingo dia 19

Ás 15 horas parte da Igreja de S. Pedro, no centro de Faro, uma procissão de andores com o nosso Padroeiro S. Rafael uma vez mais a ser transportado por motociclistas que, para tal, se disponibilizem junto da organização na ocasião. Dessa procissão fazem parte também as bandeiras e estandartes dos moto clubes e grupos motards que se apresentem no local. A procissão vai percorrer o centro de Faro até ao Largo de S. Francisco.
A charanga a cavalo da GNR vai uma vez mais abrilhantar a procissão assim como todas as cerimónias contribuindo assim para a sua solenidade.
-A missa solene das celebrações vai decorrer no Largo de S. Francisco a partir das 15h30mn; as cerimónias encerram cerca das 17 horas.

Fonte: motoclubefaro.pt

terça-feira, 14 de abril de 2009

Antigamente era assim… - I

Às voltas pela net descobri umas fotos antigas que achei por bem partilhar por aqui. São dos primeiros “Adventure Riders”, possivelmente numas voltas mais TT de Fim-de-Semana.

Não sei bem que motos são mas parecem monocilindricas Inglesas, com o belo pneu de “cross”, só atrás, dai a dificuldade naquele lamaçal, mas nada que a ajuda de um companheiro de aventura não resolva. Ainda não havia TKC nem Karoo… mas o espírito já lá andava. 

Continua.

Foto: advrider.com

segunda-feira, 6 de abril de 2009

SofTT – Adiça e Preguiça

Este Domingo despachei-me do almoço já tarde, mas apetecia-me dar uma volta de moto e lá fui. Apanho a estrada do Sobral da Adiça, que só por si já é bastante TT, e viro no cruzamento em direcção a Vale de Vargo que atravessa a Serra da Adiça. No final da subida decido explorar os troços de terra, mas nenhum dos que escolhi tinham continuação.

Como a vista do cimo me pareceu agradável do lado da Serra da Preguiça, decidi voltar para trás e explorar os caminhos por aquelas bandas. Aqui consegui fazer muitos caminhos, alguns deles até ao topo, embora sem ser na zona mais alta. A vista é um espectáculo, principalmente nesta altura, com tudo ainda muito verde.

Acabou por começar a escurecer e decidi regressar sem ter explorado alguns troços que me pareceram interessantes. Tenho que estudar melhor os percursos nas cartas militares (sim, ainda sou um bocado arcaico!!)  e regressar em breve. Ficam algumas fotos.  












terça-feira, 31 de março de 2009

MotoGP 2009



Novas equipas e novas cores no padock em 2009. Gosto especialmente da moto do Melandri, curiosamente sem nenhuma referencia à Kawasaki. Quem também está de regresso é Sete Gibernau, agora aos comandos de uma Ducati tricolor. Aguardam-se as prestações destas equipas em tempos de crise.

Fotos: motogp.com

sexta-feira, 27 de março de 2009

Indian School Bus


Os miúdos até parecem contentes com o transporte, e vão aconchegadinhos, triste é ser num país que gasta fortunas em mísseis e projectos espaciais.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Festival do Sol – Passeio Moto Clube Moura


Integrado no Festival do Sol, organizado pela C. M. Moura, o Moto Clube Moura vai realizar no próximo dia 29 de Março um passeio mototurístico pela região.

A concentração será às 9:00h, junto à sede do clube, estando prevista a chegada pelas 12:30h, seguindo-se o almoço oferecido pela C.M. Moura (Mega Açorda) no pavilhão de exposições.

Inscrições (obrigatórias para quem quiser almoçar!) até ao dia 25 de Março pelos telefones 962031848-914153020-964140547. Aparece!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Dakar: Fim da Primeira Parte

O título parece um bocado fora de época, mas trata-se de um conjunto de crónicas do Expresso, que tenho seguido desde o início, e que chega agora ao fim da primeira parte. Joost De Raeymaeker segue as cidades e pistas visitadas antigamente pelo Rali Dakar, em busca das diferenças do antes e pós Dakar.

"Um mês depois de sair de Lisboa, estou na antiga meta do Rally Dakar, ao lado do Lac Rose. Em vez de carros, motos e camiões, encontro vendedoras de bonecas e vendedores de cornos. Ao lado do lago há sacos de sal à espera de um transporte qualquer. De vez em quando pára um taxi com alguns turistas, e o enxame de vendedores esquece-se temporariamente de mim. Aqui termina simbolicamente a primeira parte da minha viagem. Em Dacar, o rally não parece fazer muita falta. É uma cidade cosmopolita, que acorda verdadeiramente à noite, quando os contagiantes ritmos senegaleses fazem vibrar imensas clubes e discotecas, onde muitas vezes se pode ver pessoas como Youssou Ndour ou Baaba Maal ao vivo. Os que sofreram mais com o abandono (temporário?) do circo do desporto motor são decididamente os mauritanos do interior, onde o turismo morreu completamente.

Nasceram algumas iniciativas alternativas, umas delas até melhores em termos de sustentabilidade local, mas até agora, não foi possível desfazer o mal feito pelo tão público anúncio do cancelamento do famoso rally no continente africano.
A partir daqui, a meu percurso de regresso a Lisboa segue pelo Mali, pelo Niger e pela Argélia, seguindo parcialmente o rio Niger e subindo depois pelo meio da imensidão do deserto do Sara no norte do Niger na Argélia até Argel, onde espero apanhar um barco em direcção à Espanha. Dalí para casa é muito rápido, comparado com os transportes que apanho por cá. Para fazer os 250 km entre Dacar e Saint Louis, foi preciso apanhar vários autocarros. Como cristão ocidental ignorante, não sabia que o Profeta Maomé fazia anos no dia da minha viagem entre as duas cidades. No Gamou, toda a gente desloca-se a Tivaouane, a meio caminho. No Senegal, o islão tem aspectos de crenças locais -por todo lado vêem-se imagens de marabouts, um tipo de santos/curandeiros-, e em Tivaouane, há um importante, que toda a gente vai ver neste feriado.

Não menos importante é Ndaga Ndiaye, um homem que ficou rico com uma imensa frota de mini-autocarros. Tinha tantos, que o meio de transporte foi baptizado com o seu nome. Existem de várias formas, os mais comuns são brancos e há outros de amarelo e preto, mas todos têm sempre o nome da empresa e mais algumas coisas -às vezes uns olhos à frente- pintadas no que sobra da carroçaria. Foi num Ndaga Ndiaye que fiz a segunda parte da viagem, entre Tivaouane e Dacar. Percorremos 110 km em seis horas. Não é que o Ndaga Ndiaye não seja capaz de andar depressa -às vezes até acelera um pouco-, mas pára tantas vezes pelo caminho, que acaba por nem chegar à velocidade média de um bom corredor de maratona. O processo é o seguinte: O motorista buzina quando vê algumas pessoas na estrada, as pessoas fazem sinal ao cobrador, que bate na carroçaria. O motorista pára e depois buzina outra vez. Se toda a gente tiver subido, o cobrador bate outra vez na carroçaria, e o motorista arranca. Este ciclo de buzinadelas e de batidelas no "transport commun" repetiu-se tantas vezes pelo caminho, que foi com bastante alívio que me refastelei num saco de palha no meio das cabras na estação rodoviária de Rufisque, à espera do um amigo de longa data."

Além do relato e fotos, podem ser “quase vividas” as peripécias de quem viaja de mochila às costas, em transportes públicos e boleias pelo norte de África.

Pode ser seguido aqui:

Órfãos do Dakar

Fonte: clix.expresso.pt